Guilherme Castelo Branco: Do pecado à doença

 

            Do século XVI ao século XVIII o poder da igreja está em um lugar extremamente relevante. Neste momento esta instituição coloca a sexualidade infantil como objeto de alerta. A principal ação que passa a ser considerada altamente subversiva é a masturbação. Nesse momento desencadeia uma serie de campanhas anti-masturbação conciliando o poder da igreja com o os estudos científicos.

            Contudo, a responsabilidade do sujeito que pratica tal ato não recai sobre ele mesmo, mas sim em seus responsáveis, na maioria da vezes os pais. Assim instala-se um complexo mecanismo familiar de vigília em relação aos filhos. Além da vigilância dos pais dobre os filhos havia também a dos pais em relação aos criados, de modo que se a criança desempenhasse alguma atitude sexual a culpa cairia sobre o adulto que estava próximo dela.

            Essa estrutura muda de figura a partir do momento em que o Estado passa a proporcionar escolas, assim a tranqüilidade para os pais aumenta de modo que já não têm mais a necessidade de estar constantemente acompanhando a vida de seus filhos.

            Essa intervenção estatal mostra como a questão da sexualidade pode ser uma arma manipulável conforme os interesses da classe dominante. Afinal, ao passo que os pais já não precisam mais se preocupar com seus filhos o dia inteiro a disponibilidade de tempo aumenta formando então uma mão de obra ainda maior. Outra política de manipulação é quanto a reprodução e proliferação, ou seja, o sexo não é necessário para da prazer mas sim para forma uma mão de obra ainda maior.

Simone Rosa

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