Pra descontrair sem perder o foco

Atriz e comediante Wanda Sykes fala sobre casamento gay.

Por: Jeaninne

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24 Horas de Combate à Homofobia

Mais informações aqui.

Incentivados pelos recentes casos de homofobia, como o assassinato do adolescente Alexandre Ivo, de apenas 14 anos, e pelos avanços nas legislações de Uruguay e Argentina, que recentemente passou a ser o primeiro país da América Latina a permitir o casamento entre casais do mesmo sexo, um grupo de defensores de direitos humanos se reúne em Brasíilia para lançar a campanha 24 Horas de Combate à Homofobia, um movimento virtual de conscientização política com o intuito de provocar a discussão a respeito dessa temática e mobilizar pessoas sensíveis â promoção da igualdade de direitos e o combate à discriminação.

Através do site www.24horasdecombateahomofobia.com.br e de várias redes sociais, a campanha sugere aos eleitores que realizem uma pesquisa sobre os canditados e canditadas de seu estado, buscando informações sobre quais destes e destas defendem os Direitos Humanos através de ações voltadas para o público LGBT.

No dia 18 de setembro será realizado uma manifestação cultural de 24 horas, dividido em um evento diurno com shows musicais, esquetes teatrais, exposição de fotos e vídeos, bate-papo com alguns representantes do governo e da sociedade civil e um evento noturno, com uma festa com vários DJs. A idéia da Campanha é que, durante as 24 horas desse dia, as pessoas doem seu tempo para a realização de ações que  mobilizem pessoas, multipliquem informações e sensibilizem a sociedade para uma incidência política mais concreta no combate à homofobia e a promoção da equidade de direitos.

O processo eleitoral é um dos mais importantes processos  formais de participação é grande momento para essa sensibilização. Não é possivel permitir que milhões de brasileiros continuam a serem tratados como cidadãos e cidadãs de segunda categoria. Não alterar essa situação é ser conivente com os crimes de ódio contra homossexuais que acontecem quase que diariamente em nosso país.

Esperamos que o dia 3 de setembro seja o grande ápice dessa mobilização,  elegendo o maior número de pessoas envolvidas com os direitos humanos e o Estado Laico.

Serviço:
Campanha 24h de Combate à Homofobia. Informações: (061) 9908-0792 ou 8211-8742 ou contato@24horasdecombateahomofobia.com.br.


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Propostas de trabalho

A abordagem da diversidade sexual e de gêneros é de grande importância mesmo nas séries iniciais, quando a imaginação ainda não foi condicionada aos padrões pré estabelecidos. Os livros paradidáticos são uma excelente opção, mesmo que sem enfoques diretos sobre a temática queer, como fontes práticas de uma vivência social mais justa. Aí vão algumas sugestões:

Propostas de trabalho para pré-escola:
O gato que gostava de cenouras – Rubem Alves – Ed. Loyola
O menino que brincava de Ser – Georgina da Costa Martins – DCL
Menino brinca de boneca? – Marcos Ribeiro – Ed. Salamandra
Bom dia! Todas as cores! – Ruth Cardoso (conto)
Na minha escola todo mundo é igual – Rosana Ramos – Cortez Editora
Tudo bem ser diferente – Tood Parr – Panda books – Ed. Original
Viva a diferença – Roberto Caldas – Ed. Paulinas
Abaixo das canelas – Eva Furnari – Ed. Moderna
Nós – Eva Furnari – Ed. Moderna
Convivendo com as diferenças – UNICEF Guia da criança cidadã – Ed. Ática
Mamãe nunca me contou – Babette Cole – Ed. Ática
Diversidade – Tatiana Belink – Editorial Coleção Camaleão
Diferentes – Pensando conceitos e preconceitos – Liana Leão – Ed. Elementar
Por que meninos têm pés grandes e meninas têm pés pequenos? – Sandra Branco – Ed. Cortez

Ensino fundamental e médio:
Diversidade sexual na escola – Alexandre Bortoloni – Publicado plea Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ) e financiado pelo SECAD/MEC
Tempo mágico, tempo de namoro – Anna Cláudia Ramos – Ed. Larousse do Brasil
Quando tudo acontece de repente – Anna Cláudia Ramos – Ed. Larousse do Brasil
Não é bem assim a história – Anna Cláudia Ramos – Ed. DCL Difusão Cultural
Cartas marcadas – Antonio Gil Neto e Edson Gabriel Garcia – Ed. Cortez
Contos:
Meu amigo – Luiz Vilela
Folhas de diário – Lilian Veiga Vinhas – 4º lugar no primeiro concurso de contos infantis sobre diversidade sexual, realizado na Argentina em 2005, com apoio do MERCOSUL

Vídeos para a escola:
Para que time ele joga? – Ministério da Saúde
A boneca na mochila – ECOS
Minha vida de Joao – Instituto Promundo

Segue alguns vídeos educativos:

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Glossário LGBTQIA

Tenha em mente que esta lista é rudimentar, e o que vem com a linguagem é a sua capacidade de se adaptar, transformar e mudar. Termos lhe são apresentados para fins de comunicação, e esta lista não deve ser considerado uma fonte oficial.

Andrógino: uma pessoa com traços atribuídos a homens e mulheres. Androginia pode ser física, presente, ou alguma combinação.

Assexualidade: A orientação sexual em geral, caracteriza-se por não sentir atração sexual ou um desejo para a sexualidade parceria. Assexualidade é distinto do celibato, que é a abstenção deliberada da atividade sexual. Alguns assexuais fazem sexo. Há muitas maneiras diferentes de ser assexuado.

dois gêneros: Ter dois sexos, com características culturais dos papéis masculino e feminino.

Bifobia: medo ou ódio de pessoas que são bissexuais, pansexuais, omnisexual ou nonmonosexual. Bifobia está estreitamente ligada à transfobia e homofobia.

BISEXUAL: Uma pessoa cuja principal orientação sexual e afetiva é para pessoas de ambos os sexos mesmos e de outros, ou para as pessoas independentemente do seu sexo.

Sair do armário: Descreve voluntariamente fazendo comportamentos sexuais um público, ou sexual ou identidade de gênero. Termos relacionados incluem: “estar fora”, o que significa que não escondem seus comportamentos ou preferência sexual ou identidade de gênero, e “sair”, um termo usado para tornar público o comportamento sexual ou preferência ou identidade de gênero de outro, que preferem manter esta informação segredo.

Crossdresser (CD): A palavra mais neutra para descrever uma pessoa que se veste, ao menos parcialmente ou parte do tempo, e para qualquer número de razões, em roupas associado a outro gênero dentro de uma sociedade particular. Não tem nenhuma implicação de “aparência usual de gênero”, ou orientação sexual. Substituiu o “travesti”, que está desatualizado, problemática e, geralmente, ofensivo, uma vez que foi historicamente usado para diagnóstico médico / distúrbios de saúde mental.

DRAG KING: Uma mulher que aparece como um homem numa base temporária, ela pode ou não pode ter qualquer expressão masculina em sua vida habitual. Geralmente, em referência a um ato ou desempenho.

Drag Queen: Um homem que aparece como uma mulher em uma base temporária, ele pode ou não ter qualquer expressão feminina em sua vida habitual. Geralmente, em referência a um ato ou desempenho.

GAY: Uma pessoa (ou adjetivo para descrever uma pessoa), cujo principal orientação sexual e afetiva é para pessoas do mesmo sexo, um termo comumente usado para os homossexuais do sexo masculino.

GÊNERO: A construção social utilizado para classificar uma pessoa como homem, mulher ou alguma outra identidade. Fundamentalmente diferente do sexo atribuído à nascença.

GÊNERO  de EXPRESSÃO/APRESENTAÇÃO: Como se manifesta a si mesmo, em termos de vestuário e / ou comportamentos que a sociedade se caracteriza como “masculino” ou “feminino”. Pode também ser andrógino ou algo completamente diferente. Algumas pessoas diferenciam os dois termos.

Gênero fluido: Ser fluido em movimento entre dois ou mais gêneros, mudando naturalmente na identidade de gênero e / ou expressão de gênero / apresentação. Pode ser uma identidade de gênero em si. Refere-se a fluidez da identidade.

Genderfuck: uma forma de identidade de gênero ou expressão, genderfuck é uma tentativa intencional de apresentar uma identidade sexual confusa que contribui para o desmantelamento da percepção de um binário de gênero.

Identidade de Gênero: o sentido interno de uma pessoa ou de auto-conceituação de seu próprio gênero. Usado para chamar a atenção para a auto-identificação de gênero inerentes. Cisgénero, transgender, homem, mulher, genderqueer, etc, são todas as identidades de gênero.

GÊNERISMO: A crença de que existem, e devem ser, apenas dois sexos e que o sexo uma ou mais aspectos que são inevitavelmente ligada ao sexo designado.

De género não conformes : Uma pessoa que não subscreve as expressões de gênero ou funções que deles se espera pela sociedade.

GÊNERO fora da lei: Uma pessoa que se recusa a ser definido pelas definições convencionais de homens e mulheres. A expressão popularizada por Kate Bornstein, em seu livro de mesmo nome.

Gênero queer: Uma pessoa cuja identidade de gênero e / ou expressão de gênero cai fora da norma dominante da sociedade de seu sexo atribuído, é além de gêneros, ou é algum tipo de combinação.

GÊNERO Variante: Uma pessoa cuja identidade de gênero e / ou expressão de gênero varia de características culturalmente esperados de seu sexo atribuído.

Heterossexismo: a suposição de que todas as pessoas são ou deveriam ser heterossexuais. Heterossexismo exclui as necessidades, preocupações e experiências de vida de lésbicas, gays, bissexuais e outras pessoas não monossexual bem como assexuadas, transexuais e pessoas intersex, enquanto ele dá vantagens às pessoas heterossexuais. Muitas vezes, é uma forma sutil de opressão que reforça as realidades do silêncio e da invisibilidade.

Heterossexualidade: A orientação sexual em que uma pessoa se sente fisicamente e emocionalmente atraídos por pessoas do “sexo oposto”.

Homofobia: O ódio irracional eo medo de homossexuais ou homossexualidade. Num sentido mais amplo, qualquer desaprovação da homossexualidade em todos, independentemente do motivo. Homofobia inclui preconceito, discriminação, assédio e actos de violência provocada por medo e ódio. Ocorre em nível pessoal, institucional e social, e está intimamente ligada com a transfobia, bifobia, entre outros.

Homossexualidade: A orientação sexual em que uma pessoa se sente fisicamente e emocionalmente atraídos por pessoas do mesmo sexo. Este termo se originou no seio da comunidade psiquiátrica para rotular as pessoas com uma doença mental, e ainda aparece no discurso atual, mas geralmente é pensado para ser ultrapassada.

Homofobia internalizada: o medo e auto-ódio de alguém própria homossexualidade monossexualidade ou não que ocorre para muitos indivíduos que aprenderam idéias negativas sobre a homossexualidade na infância. Uma forma de opressão internalizada é a aceitação dos mitos e estereótipos aplicados ao grupo oprimido.

Intersexo: Pessoas que, naturalmente (isto é, sem qualquer intervenção médica) Desenvolver primários e / ou características sexuais secundárias que não se encaixam perfeitamente na definição da sociedade do sexo masculino ou feminino. Muitos Babis visivelmente intersex / crianças são cirurgicamente alterado pelos médicos para fazer as suas características de sexo em conformidade com as expectativas da sociedade norma binário. pessoas intersexuais são relativamente comuns, embora a negação da sociedade de sua existência tem permitido muito pouco espaço para questões intersex a ser discutido publicamente. Substituiu a expressão “hermafrodita”, que é impreciso, desatualizado, problemática e, geralmente, ofensivo, pois significa “com ambos os sexos”, e isso não é necessariamente verdadeiro, pois há pelo menos 16 formas diferentes de ser hermafrodita.

Lésbica: uma mulher cuja principal orientação sexual e afetiva é para pessoas do mesmo sexo.

LGBT: Abreviatura de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros. Um termo que é usado para se referir à comunidade como um todo.

Pansexual, omnisexual: Termos usados para descrever pessoas que têm desejo romântico, sexual ou emocional para as pessoas de todos os gêneros e sexos. Usada por muitos no lugar de “bi”, o que implica que apenas dois sexos ou gêneros existentes.

POLiGÊNERO: Expor as características de gêneros diversos, deliberadamente refutar o conceito de apenas dois sexos.

QUEER: Quem escolhe a identificar como tal. Isso pode incluir, mas não está limitado a, gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros, pessoas intersexuais, assexuais, aliados fetichistas de couro, aberrações, etc Nem todas as pessoas nas subcategorias acima ID como estranho, e muitas pessoas não nos grupos acima DO. Este termo tem significados diferentes para pessoas diferentes. Alguns ainda acham ofensivo, enquanto outros recuperá-lo para abranger o sentido mais amplo da história do movimento dos direitos gays. Também pode ser usado como um termo guarda-chuva como LGBT, como em “a comunidade gay”.

SEXO: A classificação baseada na aparência da genitália de nascimento. Refere-se às características biológicas escolhido para designar o homem como macho, fêmea ou intersexo.

Sexualidade: Os componentes de uma pessoa que incluem seu sexo biológico, orientação sexual, identidade de gênero, práticas sexuais, etc

ORIENTAÇÃO SEXUAL: um emocional duradouro, romântico, sexual e / ou atração afetiva. Termos inclui homossexuais, heterossexuais, bissexuais, pansexual, não monossexual, queer, e assexuada, e pode ser aplicada em diferentes graus. A orientação sexual é fluida, e as pessoas usam uma variedade de rótulos para descrever as suas próprias. Às vezes, a preferência sexual é usado, mas pode ser problemático, uma vez que implica uma escolha.

STRAIGHT: Uma pessoa (ou adjetivo para descrever uma pessoa), cujo principal orientação sexual e afetiva é para os povos do “sexo oposto”.

Transgêneros: Usado na maioria das vezes como um termo guarda-chuva, e freqüentemente abreviado para “trans” ou * “trans” (o asterisco indica a opção de preencher o rótulo adequado, ie. Transman). Ele descreve uma ampla gama de identidades e experiências de pessoas cuja identidade de gênero e / ou expressão diferente das expectativas convencionais com base em seu sexo biológico de nascimento atribuídos. Alguns comumente realizada definições:
1. Alguém cujo comportamento ou expressão não “match” de seu sexo atribuído de acordo com a sociedade.
2. Um sexo fora do homem / mulher binário.
3. Tendo em nenhum gênero ou gêneros múltiplos.
4. Algumas definições também incluem pessoas que realizam sexo ou brincar com ele.
5. Historicamente, o termo foi cunhado para designar um transpessoais que não estava em fase de transição médica (cirurgia ou hormônios).

TRANSIÇÃO: Um processo individualizado por que transexuais e transgêneros switch “de uma apresentação do género para o outro. Há três aspectos gerais para a transição: (nome social, ou seja, pronomes, interações, etc), médicos (hormônios, ou seja, cirurgia, etc), e marcador de gênero jurídico (ou seja, mudança de nome, etc.) * Um indivíduo pode trans transição em qualquer combinação, ou nenhuma, esses aspectos.

Transexual (TS): Uma pessoa que se vê como membro de um gênero que não “match” o sexo que lhes fosse atribuído à nascença. Muitos prosseguir hormônios e / ou cirurgia. Às vezes utilizado especificamente para se referir a pessoas trans * prossecução de gênero ou de mudança de sexo.

Transfobia: A reação de medo, ódio, e tratamento discriminatório das pessoas cuja identidade de género ou a apresentação (ou de gênero percebidas ou identidade de gênero) não “combinam”, na forma socialmente aceita, o sexo que lhes fosse atribuído à nascença. pessoas transexuais, pessoas intersex, lésbicas, gays, bissexuais, e outros não-monosexuals normalmente são alvo de transfobia.

Emprestado de Patrick Califia, Koyama Emi e inúmeros outros.

Tirado de http://lgbtcenter.ucdavis.edu/lgbt-education/lgbtqia-glossary

Hannah Gomes

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Festival de Filme Queer em Vancouver

Filme Contracorrientes de Javier Léon

O que é? O Festival de Filme Queer em Vancouver traz o melhor do cinema independente queer do mundo para Vancouver ao longo de 11 dias em Agosto. Como segundo maior festival de filme da cidade, eles privilegiam inovação criativa e experiência de audiência.

Em todos os verões, este evento comemorativo une as pessoas para assistir filmes incríveis, promover conversas com diretores e artistas, abraçar discussões cintilantes, experimentar inesperadas performances e pintar a cidade de rosa.

Qual é a programação? Este ano será promovido na abertura de gala o filme Undertow (contracorriente) do diretor Javier Fuentes Léon, mas também estão previstos documentários que falam sobre o ativismo queer, festas e trabalhos artísticos. Um trabalho importante é o “Retrato da Família Escolhida”, a artista Sara Race retrata a família escolhida pelos integrantes e não a família de origem. É um projeto histórico queer baseado na comunidade.

Foto da Família Escolhida

Também serão ministrados diversos workshops, “Visibilidade: discussão com artistas de cor” e “Diagnosticando diferenças”. Neste último, é apresentado entrevistas com diversos estudiosos, ativistas e artistas que se identificam no espectro trans (transgender, transsexual, queer e variante de género) sobre o impacto da desordem de identidade de gênero em suas vidas e comunidades.

Diagnosticando diferenças

Quer ver a programação completa?: http://www.queerfilmfestival.ca/

Hannah Gomes

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LOST GIRLS: A OBRA PORNOGRÁFICA DE ALAN MOORE E MELINDA GEBBIE (a questão da imagem pornográfica e suas relações com a educação)

Wendy (Peter Pan), Dorothy (O mágico de Oz) e Alice (Alice no país das maravilhas) são as protagonistas desse quadrinho rotulado como pornográfico pelos próprios autores. Começo do sec. XX, momento em que o mundo está prestes a presenciar uma catástrofe irreversível, a Primeira Guerra mundial, as três personagens se encontram num luxuoso hotel austríaco e compartilham suas mais extravagantes e libidinosas experiências sexuais. Parecendo, através de seus relatos eróticos, se oporem a toda essa áurea de violência e repulsa que se forma na Europa.

Depois de 17 anos de trabalho, Alan Moore e Melinda Gebbie lançaram esse quadrinho que explora o lado mais íntimo dessas personagens do mundo literário infantil. Fato este que não é nada ocasional. Ao trazerem personagens de fábulas infantis, Alan e Gebbie buscam evocar o aspecto mais lúdico e sensível de um dos momentos que marcam a transição da infância para a adolescência, a descoberta da sexualidade.

Ao rotularem a obra como pornográfica, os autores, assumem um forte compromisso em defesa da pornografia e sua relação com a arte. Em entrevistas, Alan Moore trás interessantes pensamentos sobre sua visão dessa polêmica discussão. Revela que ao trabalharem nessa obra, os dois buscaram serem o mais sinceros possíveis com relação aos seus pensamentos sexuais, e trás sua opinião de que a pornografia nos últimos anos “não tem nenhum valor artístico e parece criada para estimular as pessoas a qualquer coisa outra que não o sexo”. Isto porque, segundo o autor, um dos mais importantes aspectos da arte é que quando ela expressa algo do qual nós sentimos, mas não conseguimos expressar, nós deixamos de nos sentirmos sozinhos e passamos a compartilhar algo que é natural a todos. Algo que, segundo ele, ocorria no período do Decadentismo do sec. XIX (época de profícua produção pornográfica) e que não ocorre mais hoje em dia, pois a atual pornografia faz com que nos sintamos mais solitários e envergonhados por vê-la, devido ao fato de não possuírem nenhuma ressonância moral e profundidade estética. Enquanto escreviam e refletiam sobre como abordar a sexualidade na história, essa foi uma das questões mais importantes para eles. A obra deveria conter profundidade, para não correr o risco de se tornarem banais e simplesmente reduzirem seus personagens a objetos sexuais incapazes de manifestar sentimentos e expressar os desejos humanos em seu valor estético e moral. Assim, eles pretendiam eliminar esse aspecto de vergonha, que a pornografia atualmente carrega. (Veja mais na entrevista: http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL78296-7084,00.html)

Sabe-se que a exploração da imagem pornográfica adquiriu vários sentidos em diversas épocas, a cada momento, a cada contexto cultural teve um tratamento e uma assimilação diferente. Desde ligações religiosas a práticas do cotidiano. Lembro-me de me sentir incógnito ao me deparar com imagens antigas de conteúdo fortemente explícito, contendo zoofilia, pedofilia, entre outros. Ora, impressionado, me questionava sobre o que aqueles artistas pretendiam com elas, ora o senso-comum me levava a crer que eles eram insanos, vítimas de práticas culturais primitivas e banais. Hoje, ainda busco entender o teor dessa iconoclastia, mas já tendo em mente que a arte já se prestou a diversas funções, e talvez esses artistas tenham reparado o poder da imagem se multiplicar em discursos. Penso que ao artista trazer uma imagem, ele pode não simplesmente ter a intenção de justificar uma idéia, mas simplesmente de MOSTRAR um aspecto que está presente em nós, mesmo que não aceitemos isso. Penso que o mostrar pode ser um exercício de sinceridade e nem sempre está ligado a fatores ideológicos. Algo que faz com que nós nos aceitemos em nossas condições e contradições.

Como a cultura visual dá voz às imagens do cotidiano e nos faz ver que a imagem é um meio de compreender e assimilar o mundo, acho importante levar em consideração de que forma a imagem pornográfica nos educa (ou nos corrompe), como ela se comporta no cotidiano e como ela é assimilada. Quero deixar claro que quando falo imagem pornográfica, falo não só do mercado pornográfico, mas de todo o uso que se fez e que se tem feito de imagens de conteúdos sexualmente explícitos. Por que ela, contemporaneamente, está tão ligada à idéia de banal, vergonhoso, obsceno se uma das coisas que ela nos revela é também um dos aspectos de nossos desejos? Como a sexualidade se tornou algo digno de vergonha? Como ela deve ser tratada para não se tornar banal?

Sabe-se que a maior parte dos jovens tem acesso a esse tipo de imagem quando querem, e que muitos começam a saber sobre sexo com elas. Com quais finalidades eles a procuram? Que efeitos elas exercem sobre eles? Como eles reagem a elas?

Penso que a curiosidade está muito ligada a essa fase, e que às vezes, os jovens encontram aí, na imagem, uma forma de responder a sua curiosidade. Mas como ela pode ser abordada crítica e reflexivamente não só na sala de aula, mas também no cotidiano? Considero essa uma importante questão para se levar a prática de ensino, embora eu tenha mais perguntas do que respostas.

Por Lucas M. Sampaio

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O Uniforme

Por: Laureane de Paiva Sutir

Dentro do Texto “Pensar Queer: Sexualidade, Cultura e educação” de Susan Taburt e Shirley R. Steinberg, ocorre uma série de discussões sobre uma pedagogia queer.  Entre os problemas destacado um que me chamou a atenção, foi o uniforme escolar. 

 Glorianne Leck cita como o exemplo os conselhos de educação ( no caso Louisiania do Sul), que propondo a utilização do uniforme escolar iriam reduzir as manifestações impróprias de sexualidade dentro da escola, consequentemente acabar com as “competições da moda adolescente”.

Leck ainda complementa sua linha de raciocínio dizendo: “Mascarar poderá parecer que nivela a arena,  mas os educadores que trabalham com desigualdades sociais tendem a considerar que as mascaras dos uniformes escolares impedem, na realidade, seus esforços.”

Ou seja isso negaria aos estudantes uma série de interações sociais que poderiam vir a ser importantes para o desenvolvimento desse ser. Sendo assim  a moda tem o papel de diferenciação do sujeito, o desejo de mudança e de contraste.  A  pesquisadora propõe ainda que no esforço de dessexualizar a exibição dos vestuário dos não heterossexuais e de crianças de gêneros diferentes , existe uma negação histórica e individuais de cada um de nós.

 

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Pesquisa escolar – CEAN

Fizemos uma pequena entrevista com os alunos do CEAN do período matutino, no momento em que a aula acabara. Mostramos uma imagem de forte conotação sexual (Paisagem XX, HR Giger, 1973, acrílico sobre papel/madeira, 70x100cm) e perguntamos:

1) o que eles pensavam a respeito dela.

2) o que eles pensariam se essa imagem fosse apresentada em sala de aula.

A imagem, e a seguir as respostas.

Um deles respondeu: – “Lombra!”

Outros tiveram respostas mais elaboradas: – “Gosto de coisas abstratas, elas dão mais possibilidades de interpretação”.

Outros, -“Daria uma boa tatuagem”. -“obscena!”. –“Pornográfica!”. A partir dessas respostas, fizemos a segunda pergunta, um deles disse: -“Normal, mas muita gente ficaria chocada. Acho que o professor não deixaria”.

Muitos deles se demonstraram preocupados em relação ao fato de que outros alunos poderiam ficar chocados, por terem visões mais conservadoras e não gostarem de discutir questões de sexualidade. Isso provavelmente tornaria muito difícil o professor levar esse tipo de imagem para ser debatida em sala.

Outro deles respondeu algo bem interessante com as perguntas que foram feitas. Quando perguntamos o que ela pensava sobre a imagem, disse: -“Obscena, feia, não gosto!”.

Mas quando fizemos a segunda pergunta: – “Ah sim, mas no contexto do ensino tudo bem. Acharia diferente.” O que me chamou a atenção nessa resposta é que, para o aluno pareceu que a imagem em si era repugnante e obscena, mas no contexto do ensino ela tomaria um outro viés, já que teria uma finalidade diferente na sala de aula do que teria se fosse vista em outro contexto, por exemplo entre amigos. Nesse meio, ela seria tratada de uma forma banal e por isso, sem importância. O que essa experiência nos levou a concluir que o valor da imagem tem importância para os alunos dependendo da forma como ela é abordada, e em que situação de análise ela se encontra. Ou seja, o que faz a imagem é o seu contexto de análise.

Por Lucas M. Sampaio e Tainá Soares

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Michel Foucault – Fichamento de Documentário

Michel-Foucault

Fichamento do documentário sobre Michel Foucault visto em sala:

  • Michel Foucault possui um pensamento transversal, em sua obra ele atravessa campos como: direito, sociologia, psicologia e filosofia.
  • O eixo de pensamento de Foucault é o sujeito. E o sujeito está na educação para ser lapidado, educado, normatizado.
  • Esquema da educação tradicional para Foucault:

Sujeito1—————>Educação———–>Sujeito2

(Sem altos e baixos, desconsiderando a interação com outras relações)

1. Fora da norma            Normatização            2. Normatizado

1. Pedra Bruta                 Lapidação                   2. Lapidado

  • Para Foucault o sujeito é uma criação histórica e se existiram vários sujeitos, existiram varias educações.
  • Foucault enfoca no saber; acredita que existe uma construção do conhecimento ao invés de um conhecimento já pronto.
  • Cada momento histórico foi/é um saber possível.
  • Não existe uma verdade universal, é também uma construção histórica
  • A filosofia é dar vida aos pensamentos; a construção do conhecimento não está pronta.
  • As verdades são impostas por quem está no poder. Verdades: Única, lógica e psicológica. O poder é uma instância produtiva que produz saber. Ambos estão intimamente ligados.
  • Pratica de liberdade na educação tradicional não existe. A educação tem um objetivo externo, raramente tem como objetivo crescimento interno. Um exemplo seria o vestibular: os alunos do ensino médio se preocupam em estudar para entrar em uma universidade e não para entender melhor a si mesmos e ao mundo em que vivem.
  • Cultivo de si é o princípio da liberdade.
  • O objetivo do educador não é passar/mostrar algo que o aluno não conheça, agindo de forma mediática entre o conhecimento e o aluno, mas sim, levar o olhar destes estudantes para algo que até então eles não tinham olhado.
  • Para Foucault o educador faz parte do processo educativo, a moral é a prescrição de normas e a ética é uma ação refletida em si mesmo, como uma estética da existência.
  • Todas as relações humanas são relações de poder.

Para saber mais “Foucault e a educação” de Alfredo Veiga-Neto com uma breve introdução em http://www.scielo.br/pdf/es/v25n87/21471.pdf

Por meio de uma análise histórica inovadora, o filósofo francês viu na educação moderna atitudes de vigilância e adestramento do corpo e da mente

Para mais informações: http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/critico-instituicao-escolar-423110.shtml

Hannah Gomes

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Cultura visual Queer e a Educação: um breve panorama

A gente sabe que as evidencias históricas de uniões entre pessoas do mesmo sexo são freqüentes a todas as sociedades e em todas as épocas. Mas segundo Foucault, os primeiros registros teóricos sobre homossexualidade só datam o ano de 1870, através do artigo “sensações sexuais contrarias” de Carl Westphal. E ate a época de Freud, todos os discursos eram tendencialmente negativos, partindo da consideração de que o sexo tinha a finalidade única de reprodução. Em 1905, o pai da psicanálise desmistificou as concepções clássicas com o livro Três Ensaios Sobre a Teoria da Sexualidade, entretanto, foi só em 73 que a Associação Americana de Psiquiatria retirou a homossexualidade da lista de anomalias.

Brasil, 1985. O Conselho Federal de Medicina decretou sem efeito o código 302 que a classificava como desvio, transtorno sexual. Essa década também foi marcada pela expansão do sistema educacional, que marcou o surgimento de preocupações em torno da construção de sujeitos e das relações estabelecidas entre eles. O Ministério da Educação e Ministério da Saúde começam a promover projetos voltados para educação sexual. Houveram projetos menos abrangentes que antecedem essa data, desenvolvidos entre 61 e 69 em São Paulo, mas foi a partir daí que questões referentes a sexualidade, identidade e expressões de gênero começaram a ser discutidas mais abertamente no interior dos espaços sociais. A grande maioria desses discursos ainda estavam vinculados ao combate a Aids e DST´s, e por isso tendiam a ignorar outros pontos igualmente importantes como direitos sexuais e o reconhecimento da sexualidade como fator de construção do conhecimento, por exemplo.

Abordagem da Aids na campanha educativa sobre homossexualidade: Homossexualidade na escola : Toda discriminação deve ser reprovada : Ninguém deve ser discriminado pela orientação sexual. A prevenção da aids depende do respeito e da compreensão. E começa em cada um de nós.

Em 1989, a Secretaria Municipal de Educação da cidade de São Paulo lançou vários cursos de formação de professores que buscavam desenvolver questionamentos e a construção do saber trabalhando temas relativos a sexualidade. Os cursos envolveram cerca de 15 mil jovens e adolescentes de 313 escolas.

1996, a sexualidade foi incluída como Tema Transversal nos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental.

Em 2001,com o financiamento do programa nacional DST e AIDS do Ministério da Saúde, o Congresso Nacional lançou duas campanhas: a já citada Homossexualidade na escola: toda discriminação deve ser reprovada e Travesti e respeito: está na hora dos dois serem vistos juntos.

Campanha Travesti e Respeito: Já está na hora dos dois serem vistos juntos.Em casa. Na boate. Na escola. No trabalho. Na vida.

Governo Federal em parceria com o movimento social LGBT, em maio de 2004, lançou o Brasil Sem Homofobia (BSH) que tem como principal eixo o direito a educação. Junto a isso, o ministério da educação tambem comprometeu-se a implementar ações voltadas ao reconhecimento da diversidade sexual e exclusão do preconceito.

O Projeto Educação sem Homofobia insere-se dentro das diretrizes do Programa Brasil sem Homofobia (2004), programa nacional, no âmbito da Formação de Profissionais da Educação para a Promoção da Cultura de Reconhecimento da Diversidade Sexual e da Igualdade de Gênero.

Em 2005, o SECAD/MEC desenvolveu o projeto Formação de Profissionais da Educação para a cidadania e Diversidade Sexual que, através de cursos de formação e capacitação, promove posturas de respeito as diferenças. No mesmo ano, a SECAD/MEC  produziu o Caderno de Diversidades com um capitulo que aborda questões de gênero, identidade de gênero e orientação sexual.

A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da Republica e do Conselho Britânico, em parceria com outras 5 instituições, desenvolveram o Curso Gênero e Diversidade na escola. O objetivo geral do curso, é formar educadores das redes publicas e educação básica nos temas de gênero, orientação sexual e relações étnico-raciais  Em 2006, foram formados 900 profissionais de educação das redes estaduais e municipais de algumas cidades brasileiras, atuantes da 5 a 8 serie do ensino fundamental.

GÊNERO E DIVERSIDADE: CURSO ON-LINE E GRATUITO

Filmes dirigidos:

CABARET PREVENÇÃO (1995)

Direção: Vagner de Almeida Produção ABIA (1995) Sistema VHS/NTSC e em DVD Duração: 20 min

Fruto da Oficina de Teatro Expressionista, desenvolvida pelo Projeto Homossexualidades, o vídeo registra o espetáculo que procurou levar para o palco, de maneira bem-humorada ao mesmo tempo que reflexiva, a realidade cotidiana homossexual e o impacto da epidemia da AIDS, através de textos escritos, encenados e produzidos pelos próprios participantes da Oficina.

RITOS E DITOS DE JOVENS GAYS (2002)

Direção: Vagner de Almeida Produção ABIA (2002) Sistema VHS/NTSC e em DVD Duração: 43 min

Ritos e Ditos de Jovens Gays nos oferece uma tela viva que desvenda a vivência do jovem homossexual em tempos de AIDS – o seu sofrimento e a sua alegria, as suas angústias e os seus sonhos. O vídeo fala com as palavras dos jovens, sobre as suas experiências e as suas vidas, e, acima de tudo, sobre a sua coragem em enfrentar com dignidade e honestidade uma sociedade tantas vezes injusta e opressiva. Este é um vídeo que precisa ser visto por jovens, sejam gays ou não, além de pais, educadores, assistentes sociais, e autoridades – enfim, por todos que se preocupam com a situação do jovem na sociedade brasileira contemporânea.

BORBOLETAS DA VIDA (2004)

Direção: Vagner de Almeida Produção ABIA (2004) Sistema VHS/NTSC e em DVD Duração: 38 min

O filme “Borboletas da Vida” desvenda a realidade dos jovens homossexuais que vivem na periferia das grandes cidades, sofrendo os efeitos da pobreza e da miséria, sem perder sua dignidade, sua criatividade… Homossexuais, transformistas, borboletas da vida real brasileira… eles/elas “carregam, a mulher na bolsa”, experimentam com as possibilidades e os limites do gênero e da sexualidade, e enfrentam a discriminação com força, coragem, e determinação… Lutam pelo direito de ser diferente e exigem, de diversas maneiras, que a sua diferença seja respeitada. Neste filme temos a “brava gente” que a televisão brasileira não nos mostra!

BASTA UM DIA (2006)

Direção: Vagner de Almeida Produção ABIA (2006) - Sistema VHS/NTSC e em DVD Duração: 55 min

O filme documentário “Basta um dia” aborda a vida de brasileiros e brasileiras que, entre a coragem e o medo, tentam, muitas vezes sem sucesso, sobreviver à dura realidade de violências impostas ao seu cotidiano. São travestis, homossexuais, bichas boys, monas, gays, enfim, habitantes da Baixada Fluminense que enfrentam o preconceito, a agressão física e a morte física e social nas margens da rodovia Presidente Dutra, principal ligação entre a duas maiores e mais ricas metrópoles do país, Rio de Janeiro e São Paulo.

SEXUALIDADE E CRIMES DE ÓDIO (2008)

Produção: Vagner de Almeida e Richard Parker Direção: Vagner De Almeida Duração: 27 minutos Legendas - Inglês Cor (NTSC) – Estereo - DVD Video Digital Brasil – 2008

Este documentário busca ser uma forma de protesto diante da extrema brutalidade cometida contra os homossexuais no Brasil. Crimes de ódio, oriundos de diferentes segmentos da sociedade. Para o diretor do filme, a igreja católica e os grupos evangélicos radicais são co-responsáveis pelo crescimento da intolerância ao lutarem contra os direitos civis das minorias sexuais. Em uma sociedade onde predominam  os valores machistas, religiosos e moralistas contra a comunidade GLBT, a ausência de direitos já levou a morte a milhares de cidadãos(ãs) brasileiros.

Desde que foram iniciadas as filmagens na região metropolitana do Rio de Janeiro, vários dos protagonistas dos filmes foram barbaramente assassinados por pessoas que ainda se encontram em liberdade, assassinando impunemente outras pessoas da comunidade homossexual.

No país, só nos primeiros meses de 2008 foram registrados 45 homicídios contra gays. Um ano de violência homofóbica preocupante, pois esses dados se referem apenas aos casos registrados nas delegacias de polícia e nos laudos dos hospitais. Muitas das vítimas sequer chegam a serem reconhecidas após a morte. São assassinadas simplesmente por serem gays, lésbicas ou transexuais. Um grito de basta à intolerância é o que pretende ser este filme, dedicado a todos(as) que foram cruelmente assassinados no Brasil e no mundo.

SOU MULHER, SOU BRASILEIRA, SOU LÉSBICA (2009)

Direção: Vagner De Almeida Produção: Prazeres e Paixão Duração: 45 minutos Cor (NTSC) – Estereo - DVD Video Digital Brasil – 2009

Documentário que trata da vida de mulheres brasileiras e seus enfrentamentos na sociedade lesbofóbica e racista. Mulheres essas, que ainda vivem a margem da sociedade e necessitam com muita força e coragem desvendar-se todos os dias. A força desse filme documentário está nas falas, nas vozes dessas mulheres – lindas, fortes, poderosas, honestas, guerreiras, mães, filhas, tias, avós, amantes, parceiras…  Elas mostram para todos nós, o que é ser lésbica no Brasil. Ensinam-nos a enfrentar a discriminação e os desafios que precisam encarar para construírem vidas dignas e corajosas em uma sociedade recheada de estigmas e intolerâncias.

Joana Cruz

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