Antony and the Johnsons

“Don’t punish me for wanting your love inside of me” (Hitler in my Heart, Antony and the Johnsons)

Vídeo da música You Are My Sister, de Antony and the Johnsons, dirigido por Charles Atlas. Existe também uma primeira versão, na qual aparecem Antony e o cantor Boy George. Antony and the Johnsons é um grupo formado pelo músico inglês Antony Hegart e vários colaboradores.

Antony é uma figura andrógina, ambígua, encantadora, que ilustra bem a fluidez entre as identidades de gênero. Ele se define como transgênero e transita entre universos tradicionalmente caracterizados como masculino e feminino. Milita por essas causas e por causas ambientais, que permeiam sua obra como artista.

Antony em setembro de 2008 por Leah Nash

Referências a um universo queer estão freqüentemente presentes no trabalho de Antony. Na capa do álbum de 2005, I Am a Bird Now, está uma foto de 1974 de Peter Hujar, Candy Darling on her Deathbed. Outra referência a Candy Darling, estrela transgênero de Andy Warhol,  aparece no vídeo da música Hope There’s Someone, também do álbum de 2005. Já a capa de The Crying Light, de 2009, homenageia Kazuo Ohno, dancarino japonês de Butô falecido em junho aos 103 anos. Na época do lançamento do álbum, Antony disse no site da banda: “The Crying Light is dedicated to the great dancer Kazuo Ohno. In performance I watched him cast a circle of light upon the stage, and step into that circle, and reveal the dreams and reveries of his heart. He seemed to dance in the eye of something mysterious and creative; with every gesture he embodied the child and the feminine divine. He’s kind of like my art parent.”

For Today I Am a Boy:

Epilepsy Is Dancing:

É importantíssimo que artistas que saem do padrão heteronormativo tenham espaço na mídia e sejam valorizados por seu trabalho, recebendo o mesmo status que quaisquer outros, e não sendo vistos como uma excentricidade. O mercado musical tem um alcance e uma repercussão visual enormes, e um histórico de diversas figuras que desviam dos papéis de gênero impostos. Essa visualidade influenciada pela cultura musical precisa ser inclusiva e acolhedora, porque é extremamente relevante na educação e socialização dos indivíduos e uma ferramenta fundamental para que as pessoas enxerguem aquilo que está invisibilizado.

“I’m really looking forward to the day when all children are encouraged to grow up and not think of themselves as male or female” Antony Hegart

http://www.guardian.co.uk/music/2009/may/17/antony-hegarty-interview

http://entertainment.timesonline.co.uk/tol/arts_and_entertainment/music/article5001752.ece

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