Relatos de um Corpo que se torna Cidade ou Quando a Cidade é desvendada pelo Corpo

As fotos apresentadas são registros de intervenções urbanas que realizei em meados de 2006/07. Na ocasião, o objetivo foi experimentar essa temática que já estava fotografando há um certo tempo.

Como não sei desenhar – e mesmo para pixar é necessário uma noção de traço e coordenação motora – apostei nos meus conhecimentos de tecnologia e fotografia e passei a transformar minhas fotos em adesivo.

A partir daí passei a pensar em como reconstruir os signos do corpo da cidade utilizando as fotos do meu corpo a partir de auto-retratos que estava produzindo na época. Além de compreender o que havia de mim impregnado na cidade e no que a cidade cedia espaço para me apresentar. Deixei-me levar pelo tema.

Como fotógrafa, sempre me coloco por trás da câmera e o desafio de realizar um auto-retrato me pressionou a experimentar duas novas maneiras de lidar com o meu corpo que me desnudavam enquanto profissional e enquanto fotografada. Além disso, havia a necessidade de levar pro espaço público aquilo que é constantemente colocado no privado: nu.

A proposta é queer na medida que se propõe uma fluidez do corpo-cidade através das sobreposição da colagem. Estas relações demonstram que não existem corpos-originais. O que existem são corpos (seja o corpo-cidade ou corpo-humano) em constante transição e passíveis de intervenção.

MANIFESTOFFESTIVAIS

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Alexandra Martins

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