Queercore

O Queercore chama atenção para outras vivências da homossexualidade associada à esteriótipos como a predileção por músicas alegres e dançantes. O Queercore é filho do punk, um braço do estilo que resolveu caminhar pelas ruas gays da música. Protesta, grita, é pesado e muitas vezes sujo como punk, mas gay em suas letras e atitudes.

Retirado do site O Grito.

QUEERCORE – Militância, movimento punk e peso

Militância, movimento punk e peso. De fanzines obscuros a influência na cena alternativa, a história do movimento único no gueto

Por Breno Soares

Em tempos de liberdade de expressão, onde a mídia mostra o que deseja mostrar, onde os jornalistas protestam e onde a censura já não é tão forte quanto na época da ditadura, vemos tantos movimentos surgirem quanto pessoas podem criá-los.

A música como instrumento de protesto, tanto quanto de prazer não poderia ficar de fora. Desconhecido por muitos, o Queercore é um movimento com poucos expoentes de sucesso como Marilyn Manson, que por razões de mercado caiu fora desse. Outros mais obscuros vestem a camisa e batem no peito.

Bikini Kill

O Queercore é filho do punk, um braço do estilo que resolveu caminhar pelas ruas gays da música. Protesta, grita, é pesado e muitas vezes sujo como punk, mas gay em suas letras e atitudes.

Considerado mais que apenas um movimento musical, o Queercore é considerado um movimento social e cultural que teve início em meados da década de 80 e mesmo sendo um movimento gay, preferiu (ou foi obrigado) a ficar afastado das rodas gays e lésbicas da época.

Youth of Togay “TOUGH GAYS”

“(…) Talvez a definição esteja baseada mais na expressão individual, mas dizem que é o tipo de coisa que você reconhece quando vê. Ao invés de tentar categorizar e definir, as pessoas tendem a se juntar a ele, exatamente por sua diversidade, por ser interessante e pelas possibilidades a serem desenvolvidas a partir do conceito original. Muitas pessoas optam por usar o termo queercore pra se afastar das imagens trazidas pela associação com o movimento punk, e para incluir tanto os punks gays como todas as outras coisas que refletem suas idéias básicas (…).”

QUEERCULTURE: O Valor da Diversidade

(trechos de matéria publicada em 2008 na Revista da Cultura, 11a edição, pgs 16-18)

O universo do rock sempre foi aberto à ambigüidade sexual, dos cabelos longos dos hippies, passando pelas estripulias de Iggy Pop até a androginia de David Bowie. Nem o heavy metal escapou quando Rob Halford, vocalista da Judas Priest, declarou-se gay. Mas isso só aconteceu em 1999, quase dez anos após o fim da era dourada do metal – os anos oitenta. Aí reside o grande diferencial do movimento gay punk: enquanto o heavy metal e outras vertentes do rock costumavam ficar no armário, o punk vem atrelado a valores que são incompatíveis com armários em geral. É interessante notar que o termo “punk” surgiu como uma gíria para designar gays em prisões, de modo que o preconceito no universo punk torna-se uma espécie de ironia triste.

I Wrestled A Bear Once

Como definir um termo sem definir a pessoa

No impresso de divulgação da segunda edição do Queerfest, em março de 2008, foi publicado um texto de Michelle o’Brien intitulado How to define a term without defining the person – como definir um termo sem definir a pessoa – que diz: “Vejo-me relutante em dizer sou um homem ou sou uma mulher, ou fui um homem ou fui uma mulher ou me tornei isto ou aquilo; tão quanto me sinto relutante em dizer sou intersexual, ou sou transgênero ou sou intergênero, ou sou gay, ou sou lésbica, ou não sou gay – porque isso não define quem sou. São apenas formas de me categorizar, de modo que outros tenham poder sobre mim; este poder é tão significante que todas as forças do Estado e da medicina se envolvem na tentariva de forçar tal conformidade…” Esse pensamento, que parece proceder da História da Sexualidade de Foucault, expressa de forma pungente o desafio considerável que o queercore, enquanto proposta política, ainda tem de enfrentar.

Dominatrix – ( entrevista e vídeos da banda)

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