Pierre et Gilles

Ao pensar em teoria queer e cultura visual uma das primeiras coisas que tenho em mente é Pierre e Gilles. O casal gay de artistas francêses produz em colaboração fotografias extremamente estilizadas, setimentais e idealistas.

Modèle : François Sagat Fotografia pintada - peça unica enquadrada pelos artistas avec cadre 173,5 x 125,5 cm

Pierre et Gilles les temps modernes 2008

O trabalho é um mise en scène de altíssimo nível, todo realizado por eles mesmos no porão de sua casa no suburbio de Paris. Os cenários são todos construídos manualmente onde Pierre Commoy fotografa e Gilles Blanchard retoca-as pintando sobre a fotografia final. O resultado são imagens de puro glamour que remetem a estética da moda contemporânea e a fotografia publicitária.

Pierre et Gilles le grand amour 2004

Pierre et Gilles un autre matin 2008

Pierre et Gilles full moon

Pierre et Gilles dans le port du havre 1998

A culutra pop é celebrada de uma forma explícita em seus trabalhos com os exagereos, estilizações e outros artifícios encontrados na publicidade. Umberto Eco descreve as obras como um “Falso Absoluto”, algo que vem do hiperrealismo. Sua arte segue uma linha parecida as das fotografias de David LaChapelle, mas sem o toque vulgar ou ironônico. Pierre e Gilles mesmo nos seus porno-kitschs passam um subversividade inocente e mantém-se idealistas. Além disso Pierre e Gilles são mais materialistas e, literalmente constroem seus cenários teatrais, enquanto LaChapelle trabalha suas imagens digitalmente.

David LaChapelle

Pierre declara -”Fotografamos pessoas que agente conhece e ama e certos momentos em nossas vidas que gostamos de expressar – coisas que achamos bonitas mas também potencialmente cruéis”.

Sua arte flutua e transcende entre o campo das artes pláticas e a cultura pop e quase sempre está ligada a visualidade religiosa, sexual e do mundo da fama. Com isso Pierre et Gilles mexem com a imaginação popular e conquistam o publico mundial à 30 anos.

pierre et gilles krishna

Ao inserirem clichés da imagem pop e o erotísmo homocentrico, suas obras são carregadas de valores sociais e significados visuais contemporâneo. Os novos ícones populares des suas imagens trazem uma mensagem de liberação e de tolerância. Através desses personagens divinisados ou erotizados, quebram os tabus e fronteiras entre imagens populares e as belas-artes, entre a arte acadêmica e contemporânea. Pierre e Gilles conseguem reinventar um tema clássico das artes, o retrato.

Por Renato Perotto Machado

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