Marlene Dumas

Marlene Dumas

Marlene Dumas é uma pintora conceitualista sul-africana, nascida na Cidade do Cabo no dia 3 de agosto de 1953. Logo depois de concluir seus estudos em sua cidade natal, debandou-se para Holanda, Amsterdam, onde reside até os dias de hoje.

Suas preocupações giram em torno de questões da atualidade, como: gênero, sexualidade, erotismo, família, morte, retratando-os através de elementos expressionistas e conceituais e sob forma das técnicas da aquarela e da pintura à óleo.

Feather Stola, 100x56 cm, 2000.

Pinta a partir de fotografias comuns e polaróides tiradas de seus amigos e amantes e que junta como um acervo; também utiliza como referencial materiais e revistas pornográficas. Partindo de sua própria experiência, Marlene produz obras instigantes que retratam com honestidade os conflitos da condição humana e os confrontos da alma e das emoções do sujeito.

Jule-die Vrou, 125x105 cm, 1985.

“Eu pinto porque sou mulher.
(É uma necessidade lógica.)
Se pintar é feminino e insanidade um mal feminino, então todas as pintoras são loucas e todos os pintores são mulheres.
Eu pinto porque sou loira artificial.
(As morenas não têm desculpa.)
Se toda a boa pintura é acerca da cor, então a má pintura é acerca de ter a cor errada.
Mas as coisas más podem ser boas desculpas.
Como Sharon Stone disse:
“Ser loira é uma boa desculpa. Quando se está a ter um mau dia sempre se pode dizer, não posso fazer nada, estou apenas a sentir-me muito loira hoje”.
Eu pinto porque sou uma moça da província
(Moças inteligentes e talentosas das grandes cidades não pintam.)
Eu nasci numa fazenda de vinho na África do Sul.
Quando era pequena desenhava moças de biquíni para hóspedes masculinos, nos seus maços de cigarros.
Agora sou mãe e vivo noutro lugar que me faz lembrar muito uma fazenda.
Amsterdam.
(É um bom lugar para pintores). Tenho pensado nisso e ocupo muito tempo com esse tipo de imagens e imaginação.
Eu pinto porque sou uma mulher religiosa.
(Eu acredito na eternidade.)
A pintura não congela o tempo. Ela circula e recicla o tempo como uma roda que gira.
Aqueles que foram os primeiros, podem muito bem ser os últimos.
Pintar é uma arte muito lenta. Ela não viaja à velocidade da luz.
É por isso que pintores mortos continuam a brilhar tão intensamente.
Não faz mal ser o segundo sexo.
Não faz mal ser a segunda melhor.
Pintar não é uma atividade progressiva.”

Marlene Dumas

Young Boys (detail), 1993, photo by Thierry Bal.

Atualmente está com uma exposição intitulada de “Contra o muro” no museu da Fundação Serralves, em Portugal, que ficará do dia 2 de julho até 10 de outubro de 2010. Expõe pinturas que abordam a situação de conflito entre Israel e a Palestina.

Site sobre a exposição e referências:

http://www.serralves.pt/actividades/detalhes.php?id=1756

http://ipsilon.publico.pt/artes/texto.aspx?id=260271

http://venusoxidada.blogspot.com/2007/12/marlene-dumas.html

http://jpn.icicom.up.pt/2010/07/02/serralves_em_contra_o_muro_marlene_dumas_quer_ajudar_a_mudar_o_mundo.html

http://artearquiteturany.com/marlene-dumas-contra-a-parede

http://oseculoprodigioso.blogspot.com/2008/04/dumas-marlene-neo-expressionismo.html

http://www.saatchi-gallery.co.uk/artists/marlene_dumas.htm

http://www.artnet.com/Magazine/features/laplaca/laplaca2-9-8.asp

Vídeo e matéria sobre a exposição:

http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1076473.html

Mariana Carvalho.

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