Michel Foucaut: História da Sexualidade

            O texto começa explorando uma comparação entre o período anterior ao século XVII e após o mesmo. Coloca que anteriormente eram frouxos os códigos da grosseria, obscenidade, decência em relação ao século XIX. Exemplifica esse fato comparando a relação familiar, pais e filhos, e de outras instituições formadoras de opinião, como a escola entre professor e aluno e a medicina entre o paciente e o medico. O que antes era conversado livremente com as crianças passa a ser restrito a determinados oradores, momentos e locais. Impondo-se então um modelo que faz reinar a ordem.

            A discussão central do texto está calcada em uma visão oposta a máxima que afirma que a nossa sociedade é reprimida sexualmente, a hipótese repressora. Foucaut afirma que diferente disso nunca tem se falado tanto em sexo como nos últimos séculos, o que acontece de fato é uma falsa hipocrisia que o sexo está restrito a determinados ambientes e personagens. A começar a partir do século XVII mais importante do que as praticas sexuais era verbalizar essas praticas. A igreja torna o principal estimulador dessa verbalização por meio dos confessionários. Já a partir do século XIX quem veste esse papel são os psicólogos e médicos.

            Além disso, coloca que apesar de muitas vezes um ambiente está aparentemente desvinculado da sexualidade as marcas desses objetivos permanecem. Por exemplo, uma escola onde todos os padrões são rigorosamente seguidos dentro da hipótese repressiva um corredor, uma sala de aula carregam a tentativa de esconder qualquer tom sexual logo o discurso a respeito do sexo já está estabelecido.

            Assim então se formam as relações de prazer e poder, o que aparentemente representa uma instituição familiar nuclear e que o sexo está restrito ao quarto dos pais na verdade é uma cadeia complexa. O prazer se dá assim no fato do pai vigiar e punir, do filho de burlar esse esquema de proibição, do poder dos pais em estabelecer os limites e de estar em uma posição privilegiada. Assim como na escola, no hospital e no consultório essa atmosfera instigante está presente.

            A sexualidade das crianças e qualquer outra manifestação de prazer não convencional passa a ser regida por um sistema religioso, social, judicial e médico. Essa pessoa que desvia esses padrões passa a ser julgada nessas esferas e muitas vezes taxada como criminosa ou ainda como caso de estudo cientifico. Para a manutenção dessa norma toda uma cadeia pedagógica, legal, cultural tem se mantido firme no propósito causando muitas vezes gerando o silenciamento desse individuo ou ainda a manutenção dessas praticas em segredo.

            A partir do século XIX teóricos passam a batizar as pessoas que realizam determinadas praticas não convencionais dos mais diversos nomes, homossexuais, zoófilos, automonossexualistas, carregando de significação pejorativa. Contudo o que Foucault coloca é que apesar desses nomes serem recentes muitas dessas praticas já eram realizadas mesmo antes de serem batizadas. Diz ainda que nós, do ocidente, aparentemente perdemos a potencialidade de inventar novas formas de relação sexual com isso criamos na verdade outros instrumentos e outras relação de poder e prazer para as mesmas praticas.

Simone Rosa

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