Teoria Queer e Visualidade Contemporânea

A teoria queer é uma nova abordagem pós-estruturalista que conta com o referencial teórico de Foucault, pois este demonstrou que era possível os homossexuais defender seus interesses utilizando as mesmas categorias que tinham sido usadas para marginalizá-los, ou seja, utilizando a desnaturalização das sexualidades e dos corpos marcados biologicamente pela prática discursiva que criou uma verdade sobre a identidade humana e que se cristalizou na divisão sexual e binária da sociedade. “As chamadas “minorias” sexuais são, hoje, muito mais visíveis do que antes, e, conseqüentemente, torna-se mais acirrada a luta entre elas e os grupos conservadores. Esse embate, que merece uma especial atenção de estudiosos/as culturais e educadores/as, torna-se ainda mais complexo se pensarmos que o grande desafio não consiste, apenas, em assumir que as posições de gênero e sexuais se multiplicaram e escaparam dos esquemas binários; mas também em admitir que as fronteiras vêm sendo constantemente atravessadas e que o lugar social no qual alguns sujeitos vivem é exatamente a fronteira. Uma nova dinâmica dos movimentos (e das teorias) sexuais e de gênero está em ação.”Guacira Lopes A teoria queer se alia á Foucault, quando afirma que a proliferação de novas identidades sexuais (transexuais, bissexuais, homossexuais) através de reivindicações identitárias reproduzem as representações hegemônicas na medida em que se afirmam diferentes ao que está normativo do discurso. Assim a desnaturalização do sexo biológico pode promover o questionamento da divisão binária da sociedade. Um exemplo é a fala do escritor Cristopher Isherwood que esta no site circular arte hoje: ‘Homossexual’ é muito pesado. ‘Gay’ está bem como slogan, palavra de ordem, um termo para descrever nossa filosofia, nossa atitude em relação à vida. Mas não, creio eu, como título para o movimento. Eu prefiro as palavras usadas por nossos inimigos. (…) Eu agora gosto de ‘queer’ ou ‘fag’ [bicha] quando me sinto hostil. “Assusta os heterossexuais quando você se refere a si mesmo com essas palavras se eles as têm usado pelas suas costas, e eles normalmente o fazem” Cristopher Isherwood Circular – Arte Hoje é um escritório de projetos e galeria de arte contemporânea, sem fins lucrativos, funcionando virtualmente na internet. Com o acervo inicial e coordenação de Hugo Siqueira e programação visual e web a cargo de Nivas Gallo, a Circular – Arte Hoje busca a circulação da produção de artistas plásticos contemporâneos através da facilitação do acesso às obras e a disseminação de informações. In http://circular.art.br que apresenta a exposição homo (queer remixed).

Camila Nunes

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