Viscosidade – performance coletiva

Viscosidade – performance coletiva
(como a viscosidade das agressões ficam impregnadas no corpo e deixam marcas)

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Alexandra Martins

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5 respostas para Viscosidade – performance coletiva

  1. Nóia disse:

    lindas imagens

    performance foda!

  2. Nóia disse:

    A-D-O-R-E-I!

    A perfomace e as fotos tão fodas

  3. culturavisualqueer1 disse:

    A meu ver, a artista é de certa forma violentada por mãos masculinas que impregnam seu corpo de “viscosidades”. Mas a única reflexão por parte de alguns estudantes, se é que podemos falar de pensamento crítico, foi o choque com o nu que transitava por aquele espaço. Pq será que o nu ainda incomoda tanto? Pq as únicas indagações se direcionaram apenas para o corpo nu e não além dele?Depois das ações homofóbicas contra o “Beijaço na UnB”, esses alunos, alguns do curso de agronomia, repetiram o show de imprudência e intolerância durante a performance. Frases grosseiras e machistas eram berradas a todo tempo. Fiquei sabendo um dia desses que um grupo que se autodenomina “Juventude conservadora da UnB” têm se manifestado ferozmente contra manifestações transgressoras do “povo das artes”. Lemos em alguns textos da Guacira Lopes Louro, que a escola também é uma instituição que disciplina os corpos e colabora para efetivar os papéis normativos que devemos exercer na sociedade. Será a Universidade, ou pelo menos alguma instância pertencente à ela, um desdobramento dessa face inibidora escolar?

  4. Acredito que o problema não seja o nú em sí. Se fosse por causa disso, o mercado pornográfico estaria nos seus últimos dias. Acho que um dos estranhamento foi com o nú no espaço publico e a lavagem das “viscosidades” próximo ao C.A. de Agronomia que já é conhecido por suas posturas machistas.

    Em certa medida esses incômodos são interessantes porque refletem a dificuldade que temos ao discutir certos temas como sexualidade e gênero. As críticas levantam outras discussões a dificuldade de levar a produção artística pra um campo subjetivo, pra uma reflexão fora da discussão do gosto estético (bom ou ruim). O que também é indício de um certo analfabetismo visual.

    Mostrei a performance da Tauana (https://culturavisualqueer.wordpress.com/2010/06/15/359/ ) para meus colegas de trabalho como um exemplo de outras modalidades dentro das artes visuais para além do desenho e da pintura.

    Trabalho com fotojornalismo e em alguns casos temos que trabalhar em situações de conflito e fiquei chocada porque meus colegas ficaram chocados com a performance. Algumas não conseguiram assistir a obra inteira, outros acharam agressivo, sem noção e assim por diante. Logo no meu serviço onde fotografamos defunto, enterro e político corrupto, meus colegas ficaram chocados com um vídeo?

    Acho que as frases de revolta nos dizem muito mais do que apenas incômodos. Mostra uma dificuldade de lidar com o transito do gênero, com a sexualidade, com aquilo que sai da norma à ponto de não aquentar assistir todo esse ritual de purificação.

  5. Tauana Macedo disse:

    Sim, só achei meio ruim o pessoal da agronomia não ter visto a parte da agressão, que foi fortíssima. Sem ela a limpeza perde seu significado, né?
    Entreguei alguns folhetos para o povo da agronomia (esses folhetos estavam sendo entregados do outro lado, eu apenas fui lá pegar alguns e entreguei no C.A.. Também não tive relação com sua confecção.) falando sobre o que é homofobia e machismo, bem didático mesmo, e tiveram várias reações interessantes. Uma pessoa leu o título e falou imediatamente “mas eu não sou homofóbico!”, outra se recusou a pegar o papel e outra falou em tom irônico “ah, agora o nosso hino é machista!”. – Para quem não sabe, o hino da agronomia prega uma vida no estilo machão, regada à “cana, mulher e cama toda semana”… Deixo no ar. – e outras falaram “agora sim a gente vai entender o que é isso!”. (será que esse último foi uma necessidade de legenda, um vício gerado pela nossa educação com imagens sempre legendadas em livros didáticos?)
    acho que a maioria dessas reações e aquelas direcionadas à performer só reforçam a necessidade de questionar mais e publicamente mesmo as formas de opressão às quais estamos relacionadxs (tanto como opressxr como oprimidx)…

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